Entranhas
Expondo minhas entranhas
através da letra fria,
fragmentos de uma vida,
pedaços de um coração
que insisto em consertar...
Não com carne e sangue,
mas com aço e calor, forjando.
A cada batida do martelo, pela madrugada,
transformando o que era carne acolhedora em metal,
frio;
costurado não com amor, mas com parafusos de ferro,
cuja inserção arde mais que a ferida do quebrado coração.
E assim transformando...
Agora não mais quente e acolhedor.
Aonde existia calor, só há um imenso vazio.
Como pode um coração sentir frio?
Mas será que um dia ele pode aquecer?
Remover todo metal e, assim, voltar a viver?
Uma grande emoção, ou a doce ilusão
de um dia amar você...
Gray Wolf
Enviado por Gray Wolf em 24/04/2026