Amanhece um frio intenso,
corta a pele e faz o peito tremer.
Céu encoberto, cinzento,
a cabeça igual. Às nuvens passando,
criando figuras como um ritual.
A mente? A mente segue como tal...
Como um céu cinzento repousando,
as nuvens que nascem do desalento.
De um amor distante,
de um amor constante,
de um belo sentimento.
Com saudade relevante
de reviver esse momento,
que outrora era alegria
e muito contentamento.
Transformando a poesia,
de verso em verso, num momento
que nasceu e floresceu,
mas, por fim então, morreu
como um sopro
como um vento.
E aquele lindo dia
transformou-se em céu cinzento.