Prisão
Quando encontras a luz que chega de repente, como chuva que cai,
como um véu que se vai, e você consegue ver o que podes tu fazer.
Deparou-se com a prisão, não de grades nem de mãos,
uma que aprisiona mais,
pois não sabias que padecias presa a algo,
esperando tudo, mas nem migalhas alcançar.
Quando a esperança virou prisão,
quando o pássaro se acostumou à gaiola
e se esqueceu de voar,
o que antes era desespero agora nem é aflição,
e o depois não haverá.
Pois a prisão do coração devora a alma,
destrói a visão,
engole os anseios que brotam do coração.
E a liberdade, devaneio distante,
pois dessa prisão não se pode escapar,
pois fez do amor suas grades
e, onde for, elas vão estar lá.
E a luz da liberdade que caiu como água do céu,
que molhou um pouco o seu rosto,
e você retirou como um véu.
Gray Wolf
Enviado por Gray Wolf em 13/09/2026